quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Estar entre o tempo e o fora-do-tempo;
um pé aqui, um pé lá e, nos entretantos, a vertigem.
Perceber a linha invisível que une os dois pontos;
aprender a caminhar nela, como na infância
aprendemos a caminhar na linha de cá.
A quem não reconhecer o equilibrista,
parecer-lhe-à que este é louco ou pior.
Quando estou na linha entre o tempo e o fora-do tempo,
os espectadores são secundários,
eu cairei no momento em que esperar que me critiquem
e voltarei a cair no momento em que esperar que me aplaudam.
helena isabel
um pé aqui, um pé lá e, nos entretantos, a vertigem.
Perceber a linha invisível que une os dois pontos;
aprender a caminhar nela, como na infância
aprendemos a caminhar na linha de cá.
A quem não reconhecer o equilibrista,
parecer-lhe-à que este é louco ou pior.
Quando estou na linha entre o tempo e o fora-do tempo,
os espectadores são secundários,
eu cairei no momento em que esperar que me critiquem
e voltarei a cair no momento em que esperar que me aplaudam.
helena isabel
O silêncio dos Homens está impregnado de medo, o chão treme e devora as
certezas, os prazeres, a liberdade. alguém alterou a rota, o rumo dos simples. Para onde caminhar agora? Onde fica o norte? Como contornar as fendas?
Ao virar de cada esquina, espreitam figuras sombrias, de espadas erguidas e afiadas. Esperam que o Homem simples passe por elas para lhe roubarem o coração - um pedaço de cada vez - até o peito ser o deserto e as fontes a jorrarem água cristalina não passarem de uma miragem, um sonho longínquo.
Tudo isto ocorre numa certa dimensão do tempo. Um pouco mais acima, os mesmos homens celebram o amor.
helena isabel
certezas, os prazeres, a liberdade. alguém alterou a rota, o rumo dos simples. Para onde caminhar agora? Onde fica o norte? Como contornar as fendas?
Ao virar de cada esquina, espreitam figuras sombrias, de espadas erguidas e afiadas. Esperam que o Homem simples passe por elas para lhe roubarem o coração - um pedaço de cada vez - até o peito ser o deserto e as fontes a jorrarem água cristalina não passarem de uma miragem, um sonho longínquo.
Tudo isto ocorre numa certa dimensão do tempo. Um pouco mais acima, os mesmos homens celebram o amor.
helena isabel
As manhãs translúcidas conquistam-se
libertando o sol das cortinas.
É uma tarefa lenta e progressiva,
às vezes dolorosa.
O sol estende os braços até ao limite
e reclama o que é seu.
As cortinas resistem, densas, ilusórias.
Até o sol as abraçar, embalando-as como a
uma criança a quem nasce um dente.
helena isabel
libertando o sol das cortinas.
É uma tarefa lenta e progressiva,
às vezes dolorosa.
O sol estende os braços até ao limite
e reclama o que é seu.
As cortinas resistem, densas, ilusórias.
Até o sol as abraçar, embalando-as como a
uma criança a quem nasce um dente.
helena isabel
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A
minha vida tem um caminho
que
é sou teu,
que
só tu sabes percorrer.
Seguramente,
este
ainda é o nosso tempo.
Mesmo
que os anos passem,
os
anos não nos vencem.
Há
sempre um frémito que
persiste,
um
gesto de amor subtil que
irrompe
como uma manhã fresca
no
quotidiano dos hábitos.
Por
isso,
aprenderemos
a cuidar dele
com
o mesmo desvelo e a mesma
serena
intensidade
do
beijo que de manhã te dou
e
que te interrompe o sono
e
que nele de novo mergulhas
sonhando
com uma eternidade
só
nossa
5/2/2012
Jorge Saraiva
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
(Enquanto a Luna dorme)
há um perfume sereno
que se sugere no teu sorriso
e dura...
com a imensa ternura de
um gesto longo
[teu]
fica a doce ilusão de que
venço o tempo
e te perpetuo como um
deus secreto
que agora mesmo eu inventei
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